A deputada à Assembleia da República, Patrícia Fonseca, questionou o ministro da Educação sobre a existência de amianto na Escola Ginestal Machado.
Em Portugal são milhares os edifícios, públicos e privados, com amianto. O material é altamente cancerígeno e mata, todos os anos, mais de 100.000 pessoas em todo o mundo. A sua produção foi proibida na União Europeia desde 2005, mas até lá foi uma das fibras mais utilizadas na construção civil.
O amianto continua presente em escolas, hospitais, empresas, hotéis, transportes, e num número indeterminado de prédios de habitação. Encontra-se sobretudo nos telhados e em materiais de isolamento. Estes são apenas alguns exemplos dos milhares de construções onde ainda hoje há amianto.
A opinião de Carmen Lima, coordenadora do SOS AMIANTO e coordenadora do Centro de Informação de Resíduos da Quercus.
Amianto é uma palavra que quase todos nós já ouvimos e associamos aos telhados das casas, escolas e armazéns. Na realidade, a maioria das vezes, achamos que não há grande mal, porque todos nós já estivemos expostos e ninguém se lembra de ter adoecido por isso. No entanto, existe uma realidade associada ao Amianto desconhecida pela maioria das pessoas.
O Amianto foi incorporado em cerca de 3.000 materiais diferentes, desde as tradicionais coberturas, aos pavimentos em vinil, tetos falsos, diversos materiais em fibrocimento como autocolismos ou condutas de abastecimento de água, alcatifas, papel de parede, torradeiras, secadores de cabelo ou até mesmo radiadores.
A coordenadora da plataforma SOS Amianto, Carmen Lima, diz que “em Portugal a realidade da remoção de amianto nas escolas é realmente dramática”. E há denúncias de operações realizadas quando as escolas estão a funcionar, à noite e ao fim-de-semana.
A alguns funcionários da limpeza foi pedido que limpassem os pavilhões depois da extração do amianto, o que fizeram usando uma máscara e luvas, soube a VISÃO através de outro docente. No entanto, as vulgares máscaras contra a gripe, que se vendem nas farmácias, “não têm qualquer eficácia contra o amianto. Têm de ser máscaras próprias que filtram o ar”, diz à VISÃO Carmen Lima, da Quercus.
A multinacional Johnson & Johnson foi condenada a pagar US$ 4,7 bilhões a 22 mulheres e suas famílias pela acusação de que um talco fabricado pela companhia com amianto em sua composição levou as usuárias a desenvolver câncer de ovário. O processo correu nos EUA em júri popular e ainda cabe recurso.
Classificados muitas vezes como “resíduos não perigosos”, à revelia da legislação europeia, os resíduos com amianto são enviados para aterros e não para Centros Integrados de Recuperação, Valorização e Eliminação de Resíduos Perigosos.
Balanço de três anos mostra maioria dos resíduos tratados como não perigosos. Quercus fala em má classificação e denuncia falta de fiscalização.
Público
A retirada de placas contendo amianto em escolas durante o período de aulas “não é de todo recomendável”, defende a coordenadora da Quercus, Carmen Lima. Ainda assim, a associação ambientalista recebeu uma denúncia de que isso aconteceu na Escola Básica e Secundária de Mêda. O problema é admitido pela própria autarquia, dona da obra. Os riscos para a saúde são, porém, desvalorizados por especialistas.
A ONG ambiental garante que o poliuretano que está a ser usado nas escolas como isolamento é altamente inflamável e cancerígeno.
A Associação Portuguesa de Conservação da Natureza Quercus alertou hoje que, em vésperas do início do ano letivo 2017/2018, há ainda muitas escolas que esperam que sejam identificados e removidos todos os materiais que contêm amianto.
Foi efetuada uma descarga de uma quantidade significativa de placas de fibrocimento com Amianto no Parque Natural do Litoral Norte, tendo provocado a quebra destas placas em pequenos pedaços. A sua remoção é urgente e os critérios de segurança a adotar na limpeza deverão ser apertados uma vez que o material está no estado “friável” e existe o risco de libertação de fibras de amianto.
A organização ambientalista Quercus aplaudiu a decisão do Governo de remover o amianto dos edifícios públicos até 2020 e estima em 750 milhões de euros o montante necessário para fazer esse trabalho.
Quartéis, escolas, cemitérios e o edifício da Polícia Municipal, ainda têm amianto por retirar, divulgou a Câmara Municipal, prometendo um “trabalho sistemático” para resolver o problema.
A associação ambientalista Quercus estimou que será necessário gastar pelo menos 750 milhões de euros para remover os materiais com amianto dos cerca de seis mil edifícios públicos.
TSF: Sociedade
Governo garante que não há perigo, mas associação diz que obras num dos edifícios do ministério, com centenas de trabalhadores, não estão a seguir regras básicas.
A Quercus vai sensibilizar os deputados para a falta de proteção dos funcionários públicos contra os riscos de exposição ao amianto, mesmo quando há casos de doença com suspeita de relação com esta substância.

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