A multinacional Johnson & Johnson foi condenada a pagar US$ 4,7 bilhões a 22 mulheres e suas famílias pela acusação de que um talco fabricado pela companhia com amianto em sua composição levou as usuárias a desenvolver câncer de ovário. O processo correu nos EUA em júri popular e ainda cabe recurso.
Um kit de maquilhagem para miúdos da marca Claire’s está a ser retirado do mercado. É que, de acordo com a Deco Proteste, o produto contém vestígios de amianto. Num ano, este já é o terceiro produto da marca classificado como de “risco elevado”.
Classificados muitas vezes como “resíduos não perigosos”, à revelia da legislação europeia, os resíduos com amianto são enviados para aterros e não para Centros Integrados de Recuperação, Valorização e Eliminação de Resíduos Perigosos.
Balanço de três anos mostra maioria dos resíduos tratados como não perigosos. Quercus fala em má classificação e denuncia falta de fiscalização.
Público
A retirada de placas contendo amianto em escolas durante o período de aulas “não é de todo recomendável”, defende a coordenadora da Quercus, Carmen Lima. Ainda assim, a associação ambientalista recebeu uma denúncia de que isso aconteceu na Escola Básica e Secundária de Mêda. O problema é admitido pela própria autarquia, dona da obra. Os riscos para a saúde são, porém, desvalorizados por especialistas.
A ONG ambiental garante que o poliuretano que está a ser usado nas escolas como isolamento é altamente inflamável e cancerígeno
A Associação Portuguesa de Conservação da Natureza Quercus alertou hoje que, em vésperas do início do ano letivo 2017/2018, há ainda muitas escolas que esperam que sejam identificados e removidos todos os materiais que contêm amianto.
Foi efetuada uma descarga de uma quantidade significativa de placas de fibrocimento com Amianto no Parque Natural do Litoral Norte, tendo provocado a quebra destas placas em pequenos pedaços. A sua remoção é urgente e os critérios de segurança a adotar na limpeza deverão ser apertados uma vez que o material está no estado “friável” e existe o risco de libertação de fibras de amianto.
A organização ambientalista Quercus aplaudiu a decisão do Governo de remover o amianto dos edifícios públicos até 2020 e estima em 750 milhões de euros o montante necessário para fazer esse trabalho.
Quartéis, escolas, cemitérios e o edifício da Polícia Municipal, ainda têm amianto por retirar, divulgou a Câmara Municipal, prometendo um “trabalho sistemático” para resolver o problema.
A associação ambientalista Quercus estimou que será necessário gastar pelo menos 750 milhões de euros para remover os materiais com amianto dos cerca de seis mil edifícios públicos.
TSF: Sociedade
Governo garante que não há perigo, mas associação diz que obras num dos edifícios do ministério, com centenas de trabalhadores, não estão a seguir regras básicas.
A Quercus vai sensibilizar os deputados para a falta de proteção dos funcionários públicos contra os riscos de exposição ao amianto, mesmo quando há casos de doença com suspeita de relação com esta substância.